História da Tatuagem

História da Tatuagem Tatuagem Maori

Até 50% das pessoas tatuadas gostariam de voltar atrás, segundo estudo da revista inglesa “Lancet”. A maioria dos pedidos de remoção de tatuagem acontece depois dos 40 anos de idade, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. O motivo principal é a não identificação com a tatuagem.

Uso da Tatuagem

Acredita-se que na pré-história os homens se orgulhavam de suas marcas, pois viam nelas sinônimo de coragem. Mais tarde, tais marcas foram sendo usadas para registrar os momentos da vida, como nascimento, maturidade sexual, casamento etc. Essas pinturas também foram usadas para marcar os prisioneiros e também para camuflagem. No entanto, a certeza que se tem é que seu uso é frequente na identificação de grupos sociais.

Através da arqueologia, supõe-se que a história da tatuagem tenha iniciado no Egito, no período da Antiguidade Oriental, entre 4000 a.C e 2000 a.C. Nessa localidade, a maioria das pessoas que se tatuavam eram mulheres, o que davam-lhes poderes de proteção. Um costume comum nessa época era os homens tatuarem suas mulheres, como uma forma de classificá-las como sua propriedade.

No continente americano, a tatuagem servia como parte do ritual de passagem na comunidade indígena. Na transição da puberdade para a fase adulta, era preciso marcar o corpo a fim de proteger sua alma. Os índios também utilizavam pigmentos feitos de flores e óleos vegetais durante seus rituais. Ao término dos ritos, os traços eram removidos.

Acredita-se que essa prática também foi realizada em regiões como Polinésia – pelo povo Maori –, nas Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia. A tatuagem, na maioria das vezes, servia como uma espécie de adorno para as cerimônias religiosas. Em 1991, na região dos alpes austro-italianos, foi encontrada uma múmia do século II d.C. que ficou conhecida como Homem do Gelo. No Otzi, como também ficou conhecida a múmia, foram encontradas 57 tatuagens.

A história da tatuagem também passa pela Idade Média. Na Europa, as tatuagens foram banidas porque era tida como uma prática demoníaca, uma vez que vandalizava o corpo, considerado imagem e semelhança de Deus. Sendo assim, humilhava o tempo do Espírito Santo – o próprio corpo.

Origem da tatuagem

Quem criou a palavra “tattoo” que conhecemos atualmente teria sido o descobridor do surf, James Cook. O capitão anotou em seu diário a palavra “tattow”, que também é conhecida como “tatau”. Tatau era o som produzido durante a realização da tatuagem. Com a circulação dos marinheiros ingleses, a palavra “tattoo” e a própria tatuagem entraram em contato com inúmeras civilizações ao redor do mundo. Na língua portuguesa, a palavra tem origem do francês “tatuaje”, que quer dizer marcar ou golpear duas vezes, fazendo referência à técnica usada para aplicar o desenho. Na sua origem, a tatuagem era feita com pedaços de ossos finos como agulhas e uma espécie de martelo para introduzir a tinta.

Cristóvão Colombo trouxe da América do Norte homens tatuados, mas o fato de que os Incas também eram tatuados, embora sua civilização fosse mais avançada do que muitas da Europa, era o suficiente para condená-los como “bárbaros”. No entanto, em 1879, o Governo da Inglaterra admitiu a tatuagem como um jeito de identificar criminosos e, desde então, a tatuagem recebeu a conotação de “fora-da-lei” também no Ocidente.

No Brasil, a tatuagem foi marginalizada através desse costume adotado na Inglaterra. Estivadores, prostitutas do cais e marinheiros propagaram esse costume na região portuária da época. Em contrapartida, há diversas culturas ao redor do mundo que respeitam a cultura da tatuagem – como é o caso da Polinésia – e, inclusive, a tem como sagrada. Além disso, também há famílias tradicionais que passam as técnicas de geração em geração.

A primeira máquina elétrica para tatuar foi patenteada em 1891, pelo americano Samuel O’Reilly. Desde 1920, a tatuagem se tornou mais comercial e popular entre europeus e americanos. Nos anos 60, a tatuagem se tornou uma maneira de manifestar-se graficamente pela contra cultura e se disseminou tanto quanto a ideologia hippie dos anos 70.

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